2.02.2007
2.01.2007
1.24.2007
1.20.2007
Montreux Jazz Festival - Elis Regina - Garota de Ipanema
Faz hoje 25 anos que o Brasil acordou sem uma das suas melhores vozes de sempre.
Faz hoje 25 anos que morreu aquela cujo brilho nos continua a fazer sentir vivos.
Faz hoje 25 anos que se calou a voz que ainda hoje nos faz sentir mais iguais, mais únicos, mais doces e mais amargurados.
Faz hoje 25 anos que morreu Elis Regina.
Faz hoje 25 anos que o Brasil acordou sem uma das suas melhores vozes de sempre.
Faz hoje 25 anos que morreu aquela cujo brilho nos continua a fazer sentir vivos.
Faz hoje 25 anos que se calou a voz que ainda hoje nos faz sentir mais iguais, mais únicos, mais doces e mais amargurados.
Faz hoje 25 anos que morreu Elis Regina.
1.19.2007
Da televisão_1

Tenho acompanhado com alguma atenção o concurso “os Grandes Portugueses”.
Sei que este formato teve muito sucesso noutros países, e chegou a Portugal depois de ter sido testado em países mais civilizados e com maior conhecimento da sua história e das personalidade que a compõem.
Contudo, parece-me que o formato está completamente desenquadrado da realidade Portuguesa. Diria mesmo mais, o formato é desinteressante e até de alguma forma deselegante para com a nossa tradição.
Se há passatempo em Portugal que foi elevado à categoria de arte, e no qual nos temos vindo a aperfeiçoar é sem dúvida o mal dizer. Nada é tão prazeroso e agradável, passatempo salutar para toda a família, como devassar a vida alheia, com base em pressupostos morais e éticos criados ou recriados apenas para o efeito.
Qualquer Frase começada com “diz-se que” imediatamente enceta este desporto nacional, e pouca gente é imune ao prazer de acrescentar um facto ou uma opinião.
Mesmo os que não gostam de dizer mal dizem mal dos que gostam de dizer mal. Toda a gente critica ou ridiculariza a porteira que mantém a porta permanentemente aberta e a cada toque de campanhia vem “só para ver quem é”.
Desta forma, acho sinceramente que para Portugal o formato deveria ser transformado em “os Piores Portugueses”. Nada faria mais pelo conhecimento geral da nossa história.
Consigo imaginar o frenesim em busca dos velhos manuais de história, na louca corrida aos podres das personalidades de outrora. O esgrimir de argumentos, a escola de conhecimento cientifico do amigo do primo da senhora que lhe limpava a casa versus o conhecimento empírico do dono da pastelaria onde o senhor bebia amiúde a bica e pedia o invariável segredo associado a qualquer facto que se quer rapidamente divulgar.
Não tenho a mínima dúvida que mesmo com esta alteração a lista final poderia manter-se a que foi divulgada no domingo passado, mas o envolvimento popular seria sem dúvida muito mais efectivo.
Antecipo já claques organizadas pelo país, com recurso à internet, ao sms ou mesmo à pagina de anúncios pessoais da Ana +Atrevida, apenas para defender a sua personalidade que era mesmo mesmo a pior de todas, com argumentos tão convincentes como:
- porque bateu na mãe e matou os mouros, para além de ainda roubar aos primos e aos tios;
- porque comeu mais criancinhas ao pequeno almoço e tinha as sobrancelhas grandes;
- porque para alem de torturar e prender mais gente ainda dormia com a empregada;
- porque descobriu mais terra só para escravizar mais gente, comia com as mãos e deixou-se enganar pelos espanhóis;
- porque se ele não tivesse descoberto o caminho marítimo para a Índia, o Martim Moniz ainda era nosso e desconfio que tanto tempo no mar devia ser maricas;
- porque para além de nunca ter percebido bem que só podia ter um nome, passava a vida em cafés, era bêbedo e morreu de cirrose;
- porque diz-se que foi ele que encomendou o terramoto e o maremoto e tinha um ar um bocado apaneleirado com aquela cabeleira manhosa;
- Porque diz-se que foi para Sagres só para ficar mais perto das discotecas em albufeira e ainda inspirou o padrão dos descobrimentos;
- Porque inferniza todas as gerações de portugueses com a pessegada dos Lusíadas, que nem bonecos tem;
- Porque apesar de ajudar os judeus, o que enfraquece a sua candidatura, era emigrante em frança, e não comprou um mercedes branco nem foi ao concerto do Tony Carreira no Olympia.
Posto isto, peço sinceramente á RTP que, em nome da cultura e do serviço público a que nos tem habituado nos últimos cinquenta anos reconsidere a alteração do Formato. E já agora inclua também na votação a apresentadora e alguns dignos defensores das personalidades em causa.
1.17.2007
Do Sim_1
(gentilmente roubado do "Arrastão") A problemática do Aborto resumida ao que é fundamental:
"(...) "Fazer um aborto" é uma expressão corrente, que se pronuncia a maior parte das vezes sem qualquer timbre valorativo. Como quem fala de funções corporais. O facto de haver uma lei a dizer que não é assim significa que, apesar da correnteza, se pretende ver consagrado um estatuto de cidadania ad hoc para quem vive nos corpos cujas entranhas são nidificáveis reprodutivamente. Esses corpos seriam, pois, objecto de expropriação legal.
Contudo, "fazer um aborto" é uma expressão corrente. Discutir a legitimidade do aborto é como discutir a legitimidade de funções corporais. A legitimidade da proibição legal é que tem de ser demonstrada."
In http://meuserevaporei.blogspot.com/2007/01/fazer-um-aborto.html
1.15.2007
Erros destes... Não, obrigada!

"The Singing Butler", de Jack Vettriano, é a obra de arte europeia mais reproduzida.
Ao contrário do que afirma Maria José Nogueira Pinto na Pública de 6 de Novembro, Jack Vettriano não é um pintor americano dos anos vinte - Nasceu na Escócia em 1951.
O Singing Butler foi pintado em 1992 e encontra-se nas mãos de um coleccionador privado e não em exibição no Boston Museum of Fine Arts, como afirmado por esta sumidade da arte contemporânea. Como diria um amigo meu:
Não estudou... não sabe!
1.11.2007
Da parvoice_1

Etiqueta Swinger
Como em toda a actividade social também no Swinger existem regras de conduta. Segui-las são um modo efectivo para se ser bem recebido no seio da comunidade Swinger.
A Regra de Ouro
A regra de ouro entre a comunidade Swinger é o direito que qualquer pessoa tem em poder dizer "NÃO" a quem quer que seja, a qualquer momento ou a qualquer situação.
Lidar descuidadamente com uma situação, pode conduzir a mal estar, más interpretações e situações de tensão.
Um "Não, Obrigado...", deverá ser dito com simpatia mas também com clareza, sem que se dêem mais explicações, as quais muitas vezes são geradoras de más interpretações.
A Simpatia
Esteja ou não interessado em estar com alguém, seja sempre simpático e educado.
A Cortesia
Cortesia é o modo como nós também gostaríamos de ser tratados. Com consideração, compreensão e sensibilidade.
O Aprumo
Aprume-se fisicamente Nada pode ser mais desagradável do que uma pessoa descuidada no vestir e na higiene pessoal.
A Atenção
Respeite os outros. Nem todas as pessoas se sentem confortáveis em todas as situações.
Mantenha um "olho" no seu parceiro ou parceira, bem como sobre os outros e certifique-se que estão relaxados, integrados e a ter prazer com o momento que estão a viver.
Se for para si evidente de que as coisas não estão a funcionar, adopte uma postura educada e cortês e aja em função do que for mais adequado para si, para o seu parceiro ou parceira e para com os outros.
O Respeito
Não seja insistente (melga). Lembre-se que a liberdade de escolha é um direito de cada um em geral e em especial numa situação Swinger.
Respeitar este direito é um acto de cortesia. Qualquer pessoa a todo o momento pode e deve dizer não, sem mais explicações.
Aprenda a receber um "Não" com graciosidade e não insista.
A Liberdade
Faça só o que considerar apropriado para si. Não consinta envolver-se com alguém ou numa situação em que não está interessado.
Você adoptou uma maneira de estar Swinger para se divertir e ter prazer, sem ter dores de cabeça e enfrentar contrariedades. Por isso faça só o que quiser, quando quiser e com quem quiser.
A Participação
Não adopte uma posição mirone. É extremamente indelicado para com os outros estar "numa" de mirone sem dar nem receber.
Se pretende somente ver é melhor procurar satisfazer as suas fantasias noutro local e nunca às expensas de casais liberais e Swingers. Estes não são propriamente bichinhos no Jardim Zoológico.
O Sexo Seguro
É da responsabilidade de cada um usar as medidas necessárias para proteger a saúde e a dos seus parceiros.
O uso de preservativos não pode ser de modo nenhum mal encarado pelos outros.
A Urbanidade
Se for convidado a ir a casa de alguém, não chegue de mãos abanar. Pergunte primeiro se deve levar alguma coisa.
Se for convidado a ir passar a noite a casa de alguém, leve consigo os seus objectos de toilette e higiene.
A Compostura
Álcool e Drogas. A maioria das pessoas não usam drogas mas muitos bebem socialmente.
Umas quantas bebidas ajudam a relaxar mas ir para lá disso ou não controlar o que se bebe pode influenciar negativamente as suas respostas físicas e desencadear episódios de mau humor que, certamente, estragarão uma noite que poderia ser excelente.
A Recepção
Seja um bom anfitrião Quando convidar pessoas para ir a sua casa passar a noite ou um bocado, tenha o cuidado de ter lençóis frescos na cama, toalhas de mão e toalhões de banho limpos e disponíveis e a casa minimamente limpa e arranjada, incluindo a louça lavada e arrumada.
Mostre aos seus convidados a casa, onde podem colocar as suas coisas, onde são as luzes, como funciona a casa de banho, onde estão as bebidas, os copos e o gelo.
A Consideração
Nunca interrompa o seu parceiro. Uma das acções mais indelicadas, egoístas e humilhantes que pode infligir ao seu parceiro é insinuar ou exigir-lhe que ele ou ela "despache" ou termine o sexo que ainda está a ter com os outros, só porque, você acabou primeiro.
Junte-se a eles e aprecie ou então vá fumar um cigarro ou tomar uma bebida e deixe o seu parceiro concluir, em liberdade, o seu prazer.
O Prazer
Acima de tudo divirta-se. O mais importante para si e o seu parceiro é passar um bom momento.
Dê asas às suas fantasias e explore a sua sensualidade e sexualidade.
Aprecie com entusiasmo e com uma atitude positiva, com os outros, tudo aquilo que aquele momento Swinger lhes põe à disposição.
1.10.2007
IPHONE

Numa semana até então marcada pela apresentação de Bill Gates na CES que trazia uma nova esperança sobre a integração tecnológica lançando a microsoft num novo caminho, Steve Jobs apresentou ontem, para surpresa geral, o novo conceito da APPLE- O IPhone.
Para além do que de melhor tem o Ipod - A usabilidade, o design, a funcionalidade e a portabilidade, o IPhone - com um ecrãn inteligente de 3,5 polegadas com sistema de sensores de ambiente, posição e rotação built-in- integra telemovel com push de email, wi-fi, bluetooth, uma câmara de 2.0 mp, o sistema operativo OSX que permite a integração de por exemplo as plataformas GOOGLE.
TEm uma autonomia de 5 horas em modo conversação ou visionamento de videos (permite ver dois filmes puxados do itunes numa viagem de avião mais chata!) e 16h a ouvir música...
Tal como o Ipod revolucionou o mundo dos até então insipientes leitores de mp3, o Iphone faz-nos olhar para os telemoveis, blackberrys e mesmo PDAs no mercado como conceitos absolutamente ultrapassados.
Lançado nos Estados Unidos com um preço a rondar os 500 dólares a versão de 4 gigas e 600 dólares a versão de 8 gigas.
http://www.apple.com/iphone/
1.08.2007
Parabéns_David Bowie
O David Bowie faz hoje 60 anos.
Muito mais que a capa Andrógina e Camaleónica.
Marca incontestável de uma geração e um dos melhores compositores de sempre.
PARABÉNS.
(e porque esta semana fui à festa do GlamRock e ouvi muito mais rock que Glam... )
1.04.2007
do amor_5
Da Felicidade_5

Para a Ladybug, que encontrou sem procurar, o que merecia sem saber.
Namorado - Drummond de Andrade
"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, de lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiriu, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a que se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira; basta um olhar de compreensão ou mesmo aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, e dois amantes, mesmo assim não pode ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou largatixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilo e medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida passar e de repente parecer que tudo faz sentido:
"Enlou-creça"
1.03.2007
12.29.2006
12.27.2006
Receita de mulher

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.
É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível.
É preciso
Que tudo isso seja belo.
É preciso que súbito tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens.
É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado.
É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas.
Nádegas é importantíssimo.
Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente.
Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes.
Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de cox
12.21.2006
Da noite_1
12.20.2006
Da felicidade_3
12.19.2006
Da Felicidade_2

Existem momentos na nossa vida em que sentimos necessidade de partilhar emoções com aqueles de quem gostamos. Sejam essas emoções boas ou más.
Tive a sorte de encontrar no meu percurso de vida pessoas sensacionais... tenho uma familia de me ama, amigos que me adoram e um companheiro com quem partilho o meu dia a dia que, mais do que tudo, me aceita e me compreende.
Não é fácil viver com uma pessoa como eu. Eternamente insatisfeita, constantemente insegura, com extrema dificuldade em lidar com as emoções e que encontra no trabalho um factor de grande prazer (umas vezes mais do que outras) e ao qual dedica muito do seu tempo.
Ao fim de seis anos de namoro e dois a viver em conjunto pensámos em partilhar com aqueles de quem gostamos o momento de celebração da nossa relação. Mais do que qualquer outra coisa, trata-se de partilhar com os nossos amigos algo que nos faz feliz, que nos faz estar de bem com a vida... que me faz ter muita vontade de voltar para casa!
Por isso, muito obrigado a todos aqueles que comigo partilham este momento... porque este sorriso que tenho é sincero.
12.18.2006
12.11.2006
da vida_1
Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (...), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois.
FRIEDRICH NIETZSCHE (In “Assim Falava Zaratustra”)
FRIEDRICH NIETZSCHE (In “Assim Falava Zaratustra”)
12.07.2006
12.06.2006
11.30.2006
Fernando Pessoa

A 30 de Novembro de 1935, morria Fernando Pessoa, o maior poeta português.
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
(...)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeiraTalvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira.
Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu."
Fernando Pessoa " A Tabacaria"
11.27.2006
Do amor_2
Palavra de Mulher
Vou voltar
Haja o que houver, eu vou voltar
Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás
Palavra de mulher, eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar, falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar
Vou chegar
A qualquer hora ao meu lugar
E se uma outra pretendia um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir
A nossa escada, a escada, a escada, a escada
Meu amor eu, vou partir
De novo e sempre, feito viciada
Eu vou voltar
Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Espera
Me espera
Eu vou voltar
Chico Buarque
Vou voltar
Haja o que houver, eu vou voltar
Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás
Palavra de mulher, eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar, falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar
Vou chegar
A qualquer hora ao meu lugar
E se uma outra pretendia um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir
A nossa escada, a escada, a escada, a escada
Meu amor eu, vou partir
De novo e sempre, feito viciada
Eu vou voltar
Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Espera
Me espera
Eu vou voltar
Chico Buarque
sobre o amor_1

Porque foste a minha casa
onde a luz se acendia com o teu sorriso
o som dos teus passos, cheirava a cortinas brancas
agitadas quase impercptivelmente pelo vento e pelo sol
Tinha no teu abraço, uma cama tecida de sonhos e futuro
e do teu peito, abriam-se janelas sobre a cidade
E para sempre no teu nome, serão rua, porta e andar
De um tempo e de um lugar onde a felicidade morou comigo
11.20.2006
11.18.2006
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