12.29.2006

Do Amor_5


"O tempo passa mas eu espero ti."
Ainda vai ser o tema de um documentário meu.

Do amor_4


Amor tambem é saber dizer adeus a quem nos faz mal ou simplesmente a quem não nos faz bem.
Por amor a nós, ou simplesmente por amor ao ideal de amor em que o nosso mundo pára, e o sorriso que se nos cola ao rosto é infantil e ridiculo.

12.27.2006

Receita de mulher


As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.
É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível.
É preciso
Que tudo isso seja belo.
É preciso que súbito tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens.
É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado.
É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas.
Nádegas é importantíssimo.
Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente.
Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes.
Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de cox

12.21.2006

Da Felicidade_4


Só o tempo... transforma uma boa recordação num momento absolutamente feliz.

E o meu foi aqui....

Da noite_1


Esta foi a noite mais longa do ano... E eu sozinha.

A vida é muito triste!

(se bem que se tivesse uma unha encravada era pior)...

12.20.2006

Desejos_1

Quero ser um girassol num campo de girassóis!

Da felicidade_3


Porque a felicidade é um mistério,
Porque ser próxima de pessoas como vocês (Kokas e companhia) e partilhar da vossa felicidade é um privilégio.

PARABÉNS!!!

12.19.2006

Da Felicidade_2


Existem momentos na nossa vida em que sentimos necessidade de partilhar emoções com aqueles de quem gostamos. Sejam essas emoções boas ou más.
Tive a sorte de encontrar no meu percurso de vida pessoas sensacionais... tenho uma familia de me ama, amigos que me adoram e um companheiro com quem partilho o meu dia a dia que, mais do que tudo, me aceita e me compreende.
Não é fácil viver com uma pessoa como eu. Eternamente insatisfeita, constantemente insegura, com extrema dificuldade em lidar com as emoções e que encontra no trabalho um factor de grande prazer (umas vezes mais do que outras) e ao qual dedica muito do seu tempo.
Ao fim de seis anos de namoro e dois a viver em conjunto pensámos em partilhar com aqueles de quem gostamos o momento de celebração da nossa relação. Mais do que qualquer outra coisa, trata-se de partilhar com os nossos amigos algo que nos faz feliz, que nos faz estar de bem com a vida... que me faz ter muita vontade de voltar para casa!
Por isso, muito obrigado a todos aqueles que comigo partilham este momento... porque este sorriso que tenho é sincero.

12.18.2006

12.11.2006

da vida_1

Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (...), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois.
FRIEDRICH NIETZSCHE (In “Assim Falava Zaratustra”)

12.07.2006

Do amor_3

Porque me continuo a querer sentir perto de ti?

12.06.2006

Gato Fedorento Magazine EP5 - GNR em Timor

"eu tambem sou GNR, mas não sou desta das pistolas máiores"

Uma salva de palmas!



Para quem prefere ficar às manchas que calada!!

quem é quem é?


Que vai para Budapeste de férias??

12.04.2006

David Fonseca - After all there was another

Não é que cante bem... mas é upa upa

11.30.2006

Fernando Pessoa



A 30 de Novembro de 1935, morria Fernando Pessoa, o maior poeta português.


"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,

O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

(...)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeiraTalvez fosse feliz.)

Visto isto, levanto-me da cadeira.
Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)

Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu."

Fernando Pessoa " A Tabacaria"

11.27.2006

Chico eu te amo

Daqui a nada este é o blog do Chico.

Chico_1


Ela era Ela era Ela
No centro da Tela
daquela manhã

Do amor_2

Palavra de Mulher

Vou voltar
Haja o que houver, eu vou voltar
Já te deixei jurando nunca mais olhar para trás
Palavra de mulher, eu vou voltar
Posso até
Sair de bar em bar, falar besteira
E me enganar
Com qualquer um deitar
A noite inteira
Eu vou te amar

Vou chegar
A qualquer hora ao meu lugar
E se uma outra pretendia um dia te roubar
Dispensa essa vadia
Eu vou voltar
Vou subir
A nossa escada, a escada, a escada, a escada
Meu amor eu, vou partir
De novo e sempre, feito viciada
Eu vou voltar

Pode ser
Que a nossa história
Seja mais uma quimera
E pode o nosso teto, a Lapa, o Rio desabar
Pode ser
Que passe o nosso tempo
Como qualquer primavera
Espera
Me espera
Eu vou voltar
Chico Buarque

sobre o amor_1


Porque foste a minha casa
onde a luz se acendia com o teu sorriso
o som dos teus passos, cheirava a cortinas brancas
agitadas quase impercptivelmente pelo vento e pelo sol
Tinha no teu abraço, uma cama tecida de sonhos e futuro
e do teu peito, abriam-se janelas sobre a cidade
E para sempre no teu nome, serão rua, porta e andar
De um tempo e de um lugar onde a felicidade morou comigo

11.20.2006

José Cid - A Pouco e Pouco (Favas com Chouriço)

Acho que é a grande pérola da musica ligeira portuguesa....
Violent Femmes at Hard Rock Live 2000 - American Music

porque faz parte do meu imaginário de adolescente!

11.18.2006

Parabéns_2


Faz hoje um ano defendi a minha tese de mestrado!
Desde aí, tudo mudou...

Solidão_2


Hoje senti a partida de alguém que não era meu.
E senti-o de uma forma estranha. Em especial porque o sentimento que nos unia era a pena... o pior dos sentimentos!
Senti a sua partida porque para mim significou, como há pouco me diziam, o «exemplo acabado da solidão». Aquilo que todos tememos, aquilo que todos sentimos.
Sei que a minha atitude até pode parecer um bocado hipócrita. Nunca lhe liguei em vida e, de repente, marco presença no momento da despedida. Mas fi-lo porque realmente senti.
Tive pena, tenho respeito, terei a memória.

Já agora, nunca tive oportunidade de lhe dizer, mas muito obrigado por aquilo que me ensinou... dentro e fora da Academia.

11.17.2006

I have a dream

A prova provada que o poder da palavra, é bem mais eficaz e mais intemporal que o das armas.

A qualquer momento vou explodir

11.16.2006

Eu te amo_2


Não é segredo para ninguem que esta música representa para mim aquele que eu recordo como o periodo mais feliz da minha vida.
Eu pelo menos com o periodo em que o amor não era uma coisa dolorosa, e a solidão uma possibilidade inexistente.
O periodo em que eu senti, pela unica vez, que era mais do que eu propria. Que a minha realidade era fruto do encontro de duas pessoas. Eu e ele.

Como toda a gente tambem sabe (e por toda a gente entenda-se as duas pessoas que leêm este blog) as coisas não resultaram, em grande parte por culpa da minha extrema necessidade de me provar capaz de ser feliz independentemente de qualquer outra pessoa. Ou seja.... fruto da minha jovem idade, e da arrogância naturalmente a ela associada.

Mas percebo hoje que mais importante que ser feliz, é ter a percepção que se é ou se pode ser feliz. E eu sou feliz hoje, nem que seja com o facto de saber reconhecê-la.

E no fim disto tudo, o chico continua, e esta música, que me leva a tempos em que era mais dificil ser eu. Mas igualmente divertido.
Chico Buarque,Tom Jobim & Telma Costa - Eu Te Amo

Eu te amo

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

Chico Buarque

11.15.2006

proposta decente_1


Mas por outro lado... esta sexta feira vamos dançar a noite toda!?!?

proposta indecente_2


Parece que a proposta indecente fica adiada uma semana....

11.12.2006

Proposta Indecente_1


Então, sempre vamos ou nem por isso?

Origens_1

Uma das coisas que sempre me chateou foi não ter «terra». Nos fins-de-semana, nos feriados, nas férias grandes (ou pequenas) todos os meus amigos iam para a terra, menos eu. Agora, como o tempo escasseia a todos, a questão já não é tanto ir à terra, mas ter memórias, lembranças desse local simbólico... a «terra».
A minha família, para aí há 4 gerações, é da zona de Lisboa. Logo, quando me perguntam de onde és respondo: «De Lisboa!». Não contentes voltam a perguntar: «Não é isso, de onde és? Qual é a tua terra?» ... Sem grande imaginação, volto a responder «De Lisboa!»
É porque a minha mãe e os meus avós nasceram mesmo em Lisboa. O meu pai, esse foi nascer ao Zaire por engano, mas nem isso me dá direito a ter uma «terra».
Conclusão: sinto-me socialmente pressionada a adoptar uma «terra». Daquelas que tenham montes e vales, água cristalina e planicies verdejantes, animais de todos os géneros e feitios e, principalmente, onde façam aquelas coisas boas para comer que só podemos trazer da «terra»... aliás, foi esse o início da conversa!

11.09.2006

Onde estás?


Onde posso saber de ti sem que saibas de mim?
Tudo o que quero é poder abraçar-te.

Parabéns_1

Parabéns porque és linda
Parabéns porque és forte
Parabéns porque és sincera
Parabéns porque tens defeitos, mas muito mais virtudes
Parabéns porque brilhas
Parabéns porque ris... e a tua gargalhada é única
Parabéns porque choras... e sentes
Parabéns porque és uma das grandes mulheres que conheço
Parabéns porque queres ser feliz


Parabéns Mavic !

11.08.2006

Pequenos Passos_1



Já é um começo, não?

Saudades_1


Será que sabes que tenho saudades tuas?
Hoje vi alguém caminhar na noite, sozinho, e lembrei-me de ti...
Lembrei-me do quanto gostavas de mim, lembrei-me do quanto gosto de ti. Senti por não te ter comigo.
Gostavas de mim como de mais ninguém. Eras só meu! Eras e continuas a ser, porque como te escrevi: Eu também gosto muito de ti... para sempre!

11.06.2006

Verão Azul


Porque algumas das minhas melhores memórias de infância lembram a casa da minha avó e os dias de calor infernal de Verões cheios de aventuras. O Verão Azul faz parte dessas memórias.

11.05.2006

A formiguinha vai descansar...

ACABOU

O momento de dar a volta!


Existem momentos na vida em que paramos para pensar. Na maioria das vezes não é um exercício fácil e para mim chega a ser doloroso.
Devo dizer que estou um bocado cansada dos meus próprios dilemas. Eu que sempre fui contra a teoria da vitimização - do «ai coitadinha, mas que vida tão triste que tenho...» - dou por mim a pensar, a escrever e a dizer, de uma forma reiterada, coisas tristes, solitárias e depressivas.
Mas que raio! Vidas tristes todos temos, vivemo-lo é com intensidades diferentes. Ou, se calhar, prestamos mais ou menos atenção àquilo que nos deixa tristes.
Tenho passado os últimos dias enredada neste novelo de dilemas e pseudo-tristezas, o que me torna uma péssima companhia para os outros... Onde é que já ouvi esta conversa?
«Ah não quero sair porque estou triste...»
«Não, hoje não vou ter convosco porque não me apetece estar com ninguém...»
«Não, hoje não posso, até porque não seria boa companhia»
Admito, voltei ao mesmo!
E voltei numa série de situações. A relação tempestuosa com a comida voltou, o isolamento compulsivo voltou, os problemas de auto-estima e auto-confiança voltaram... A dificuldade em lidar com os sentimentos é que não voltou, porque essa nunca saiu de cá!
Não eu não sou de voltar atrás!
Não posso deixar que isso me aconteça. Além do mais - e citando o anúncio do leitinho pela manhã - se eu não cuidar demim, quem cuidará?
Estou verdadeiramente farta desta conduta. E acho que tomei A decisão... Com tudo o que isso implica...